sexta-feira, 9 de março de 2012

A LEI E A ORDEM OU...?


Os recentes desdobramentos provocados pela polêmica "Comissão da (meia) Verdade" - sim, porque ela pretende-se unilateral, usa apenas um lado da moeda pretensamente qualificado como "vítima" - repercutiram também (e principalmente) no meio militar nacional, com ênfase para os membros da reserva que compõem o Clube Militar. A troca de farpas entre o governo (leia-se a presidente Dilma Rousseff e suas fieis escudeiras, secretárias da Casa Civil, ademais do Ministro da Defesa, Celso Amorim) e nossas gloriosas Forças Armadas, deram azo a incontáveis pronunciamentos das camadas mais aculturadas da sociedade, em sua maioria emprestando incondicional apoio a estas últimas e em claro sinal de descontentamento em relação ao status quo reinante, a partir da ascensão do PT ao poder, em 2003. Não é para menos e, particularmente, penso que esteja sendo até uma reação tardia, extemporânea, "faísca atrasada" do nosso povo, enfim.
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Decorridos oito anos do governo Lula e um ano do atual, já ingressando ao segundo exercício (portanto, no décimo ano presidencial encabeçado por esse partido e seus interesseiros parceiros que lhe dão suporte), parece patente a constatação de um sério (e crescente) desgaste da filosofia defendida pelos petistas e suas camarilhas, criando não apenas pontos ostensivos de atrito com a sociedade mais atenta, como também com os próprios partidos políticos aliados e que lhe emprestam o necessário suporte para que Executivo e Legislativo praticamente falem e ajam em uníssono (e, não raro, com a aquiescência do Judiciário), um apoiando o outro em dupla mão de interesses dúbios, enquanto os desmandos se sucedem de maneira ostensiva e denigrente da nossa imagem como nação em desenvolvimento. Estamos nos tornando, em suma, motivo de chacota mundial, a ponto de motivar o Secretário Geral da FIFA - Jerome Valke - a afirmar, em relação às obras da Copa da FIFA: "O Brasil precisa tomar um chute no traseiro", ou algo no estilo, mas com essa conotação pejorativa em relação ao desempenho governamental responsável pelas obras do mundial de futebol - embora, saliente-se, este senhor não poderia ter generalizado sua venenosa verve, alcançando toda a sociedade brasileira, que culpa alguma tem na inépcia estatal, salvo ter votado, ingenuamente, nela.
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Enquanto isso ocorre em um cenário específico (futebol), em inúmeros outros persiste uma teimosa contra-corrente que mantém nossa nação no estado lastimável em que se encontra, não é de hoje, mas com maior ênfase a partir da ascensão do PT. Primeiro: uma política populista e perversa de incentivo ao consumo desmesurado (a título de "inclusão social"[sic]), com mais que previsíveis resultados, inundou as ruas e rodovias do País com um incremento criminoso de veículos de todo porte (mas, principalmente, de transporte individual), sem qualquer adequação prévia de uma existente infra-estrutura viária paupérrima e potencialmente assassina. Da noite para o dia, saíram às ruas e rodovias automóveis e motocicletas de toda espécie, provocando previsível caos no já conturbado trânsito nacional. O crédito fácil foi massificado (aumentando os já estratosféricos lucros bancários), gerando natural incremento dos níveis de endividamento da população menos educada e, muito menos ainda, aculturada e/ou preparada para enfrentar um já natural movimento veicular caótico. Em um piscar de olhos, pátios de revendedoras de veículos (novos e usados) ficaram entupidos, desequilibrando substancialmente o mercado de oferta e procura, ademais de causar sérios prejuízos a um volume considerável de empresários do ramo, enquanto o repreensível marketing político (que daria inveja ao Marechal Goebbels, mestre da propaganda nazista) contabilizava os crescentes votos dos incautos, certos de estarem sendo "incluídos" na sociedade até então inatingível para eles. Segundo: os tais PACs são o maior engodo de que se tem conhecimento. Ou ficam no papel ou são implementados a conta-gotas e parcialmente ou, ainda, servem para beneficiar alguém de interesse dos que ocupam o poder e ao enriquecimento ilícito de certos apaniguados. Mas a propaganda "goebbelsiana" continua irretocável, torrando bilhões por ano em auto-promoção capciosa, ademais de enriquecer aquelas agências ou profissionais do setor (a propósito, em que pé está o imbróglio do Marcos Valério??? ou o enriquecimento estrondoso do "Lulinha"???) que participam do jogo governamental. Terceiro: a segurança, em sentido lato, continua no limbo das intenções do Estado, propiciando o crescimento do crime (organizado ou oportunista) sem que se vejam ações efetivas, eficazes e, principalmente, inteligentemente estruturadas e desenvolvidas, ratificando algo que de há longos anos se ouve: o crime parece estar muito melhor organizado e parece ser mais "ético" (segundo, claro, seus próprios valores deturpados) do que a sociedade legalmente constituída e do que os órgãos constitucionalmente criados para seu combate. O cidadão é refém dessa trágica situação e tornou-se um eterno recluso em seus limitados horizontes legais, nada obstante também estes (as residências) hoje sejam alvo fácil para a prática hedionda de delitos de toda espécie. Em suma, vivemos um estado oficioso de sítio, onde as forças que nos sitiam compõem-se do crescente "exército marginal", melhor armado, mais preparado e com o aliciante de não temer represálias por parte, tanto da sociedade (desarmada) como das forças legais de combate a ele (pessimamente estruturadas e equipadas para tão descomunal desafio). Quarto: os três poderes (sonhados por Montesquieu e hoje tornados pesadelo social) estão clara e insofismavelmente infestados de indivíduos que visam apenas seus próprios interesses, desconhecendo a existência de uma sociedade a quem, por norma democrática e constitucional, deveriam de respeitar e dar condizente satisfação. Digladiam-se entre eles para ver quem é mais esperto e consegue se locupletar em maior volume e menor espaço de tempo, na conquista das suas altamente condenáveis benesses. É, segundo minha ótica, um verdadeiro "estado de pré-caos", antecedente à anarquia generalizada e institucionalizada. Belo cenário!
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E a lei e a ordem? Bom, esta resiste garbosa e teimosamente apenas no papel, encerrada que foi em cárcere privadíssimo, paradoxalmente por aqueles em quem o povo depositou sua confiança e doou seu voto, elegendo-os e esperando destes uma reação diametralmente contrária à que ostentam e praticam. Algo deveras bizarro, às avessas, tenebroso, de difícil adjetivação adequada. Algo semelhante ao praticado durante a Idade das Trevas, nada melhor para ilustrar este status quo. O legítimo panem et circenses do Império Romano, modernizado e - bom destacar - aprimorado com excelência (negativa, of course). No lugar da lei e da ordem, reinstituiu-se - com muito mais ênfase nos últimos dez anos - o sistema do escambo em sua versão pós-moderna: a troca, pura e simples, de interesses e favores mediante conchavos espúrios em plena luz do dia (ou na calada da noite, regado a lautos jantares etílicos). É como se a sociedade não existisse, apenas aqueles que se encontram no poder. Da noite para o dia, nascem novos milionários, indigentes em educação, em moral, em ética. Nascem e se reproduzem à velocidade de endemias altamente perniciosas e destruidoras, a ponto de, em razão da sua contumácia, tornar-se usos e costumes aceitos e inocentemente deglutidos pelo povo. Algo que deveras retrata, fielmente, uma sociedade política em franca decadência, antítese do conceito histórico de democracia. Não existe mais pudor ou vergonha em agir às claras, visto não haver qualquer temor em relação aos potenciais (e teóreticos) rigores da lei, graças a uma Justiça tardia e falha, leniente, omissa e igualmente infestada por aquela endemia.
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Que fazer? Uma análise perfunctória mostraria que o voto ainda pareceria ser o melhor caminho pacífico para reformar esse status quo. Mas, na prática, uma massa alienada, alheada e assentada em falsos e efêmeros valores, voltada a interesses meramente passageiros e populescos, não se presta a essa postura reformatória. Até porque, mesmo se um remotíssimo milagre viesse a ocorrer, os repentinamente despertos se defrontariam com o ingente desafio de não possuir opções adequadas em quem se possa depositar o verdadeiro e consciente sufrágio. Eis o nosso "Dilema de Sofia": qualquer escolha será irremediavelmente prejudicial à nossa sociedade.
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Soluções? A educação, em amplo termo (desde o seio familiar até os doutos pós-grados), demandaria algumas gerações para chegar a um patamar aceitável de conscientização cívica, moral, ética. A renovação integral da classe política é franca utopia, visto não termos institutos críveis de formação nessa área, ademais de interpor-se o intransponível muro do corporativismo pernicioso que sustenta essa classe. A democracia pura é similarmente um sonho inatingível; haveria que haver uma lavagem cerebral intensa e generalizada da nossa sociedade, constituindo-se em desiderato que igualmente beira a utopia. Quiçá uma nova revolução a exemplo da de 1964, porém mais rígida e abrangente? Impossível. O povo e as próprias forças armadas foram consciente e maldosamente desarmadas, manietadas, aliciadas, amordaçadas e subjugadas aos desígnios de uma camarilha restrita de homúnculos despersonalizados e degenerados em sua índole psicossocial.
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Sinto imensa pena pelas gerações vindouras, sem futuro, com um passado obscuro (o hoje) e que já nascerão infestadas desse maléfico vírus que hoje vige e rege os corpos e as mentes daqueles que são responsáveis pela hecatombe social em que vivemos. O nosso futuro a ninguém mais pertence, a não ser a Deus - para quem acredita Nele.

sábado, 3 de março de 2012

A REAL E EMBLEMÁTICA SITUAÇÃO SOCIAL BRASILEIRA

Os tempos não estão para brincadeira. Perdemos a liberdade (embora tenhamos a falsa impressão de mantê-la), trocando-a por uma submissão cega aos desígnios de um grupo que decidiu tomar posse perpétua do poder, fazer acordos espúrios com nações sabidamente em descompasso com a liberdade e a democracia; nações tuteladas por indivíduos truculentos, egocêntricos, megalômanos, despreparados para gerir os destinos de uma sociedade em pleno século XXI. 
Somos reféns da politicalha profissionalizada, que apenas serve para esvaziar as burras da nação, transferindo essas riquezas para seus próprios bolsos e os dos seus apaniguados e camarilhas de sanguessugas sociais. Vivemos um período, enfim, descolorido, opaco, turvo, tenebroso, e, paradoxalmente, sorrimos, festamos o carnaval, o futebol e a cerveja a mais não poder. Somos uma sociedade em que grande parte dela é de alienados e alheados sociais, embrutecidos pela educação paupérrima já a partir do seio familiar, passando por escolas de péssima qualidade e universidades mercantilizadas.  
Aqueles que ainda possuem algo de discernimento, de razão equilibrada, de amor pela pátria e por seus concidadãos, deve se manifestar de maneira mais veemente, dizendo NÃO! a esses abusos pela prática, pela ação honesta e corajosa de um verdadeiro cidadão.
Liberdade & Democracia é um blog que defende, antes e acima de tudo, o que expressa em sua denominação: a liberdade verdadeira (não atrelada às imposições espurcas do governo) e a democracia com equidade e respeito (não aquela meramente denominada como tal, "de mentirinha", enquanto nos extorquem tudo o que podem através de uma enxurrada criminosa de tributos, de serviços públicos de péssima qualidade, de discursos torpes e mentirosos etc.).
"Tanto vai o jarro à fonte que uma vez se quebrará". Todo processo é assim: pode-se se mentir e se enganar muito e a muitos por um período, mas não para sempre!
Sejam bem-vindos ao meu blog!